Entre aspas: "A síndrome do parque de diversões"

"Quando eu tinha uns três ou quatro anos, minha mãe me levou pela primeira vez a um parque de diversões. Não era lá um grande parque, mas supõe-se que as crianças têm essa vantagem de ser imaginativas e de se contentar com bobagens. Na verdade, as adultas também. Vira e mexe vejo amiga contando que conheceu um cara ótimo, que esperou um táxi com ela na rua e até mandou mensagem no dia seguinte. Daquelas criptografadas, do tipo “bom t v, bj p vc”. Quer dizer, o cara não se dá nem ao trabalho de escrever a palavra inteira, o que que custa escrever a palavra inteira?! É o nosso primeiro encontro, inferno, escreva a droga da palavra inteira!

De todo modo, minha mãe conta que nunca esqueceu minha reação quando fui àquele parque. Ela diz que durante o passeio todo, eu estava sempre olhando para o próximo brinquedo, nunca para o brinquedo em que a gente estava. Como se eu estivesse o tempo inteiro buscando algo de fora, algo distante. Como se eu fosse incapaz de aproveitar o que estava bem ali, diante dos meus olhos, naquele momento. Ok, ela não disse isso. Mas me fez pensar. 

Quando saí da casa da minha mãe e fui para o meu primeiro apartamento, tudo era novo e empolgante. Móveis para comprar, decoração para fazer, cortinas, tapetes, cacarecos diversos... e quando a casa finalmente ficou do jeito que eu queria, do jeito que eu sempre quis que a minha casa fosse, eu comecei a ficar inquieta. Passei sonhar com o meu próximo apartamento, aquele que ainda não posso bancar, com varanda, flores na varanda – mas tem que ser aquela varanda que só se vê em filmes europeus –, um animal de estimação, talvez um closet gigante. Ah, como seria ótimo ter um closet gigante...

E em vez de relaxar e desfrutar da minha conquista, eu resolvi olhar para o próximo brinquedo, tal como aquela garotinha de três ou quatro anos, imaginativa. A diferença é que agora, eu não me contento mais com qualquer bobagem.

Apesar de (ainda) não ter aquele closet gigante dos sonhos, nunca estive tão orgulhosa do meu guarda-roupa. Entenda que eu fui, por muitos anos, uma adolescente estranha, com roupas estranhas e nenhum talento para me produzir. Minha única referência de maquiagem era aquela Barbie da cabeça gigante, e eu lembro que quanto mais sombra azul e batom rosa eu tacava na coitada, melhor maquiadora eu me considerava.

Eu comprava revistas de moda e pensava com todas as forças que um dia queria ser como uma daquelas mulheres. A fase de querer ser igual às modelos esquálidas felizmente já passou, pois aprendi a gostar do meu corpo como ele é. Ok, mentira. Eu continuo querendo ser exatamente como aquelas modelos esquálidas, mesmo compreendendo perfeitamente a função do Photoshop.

Hoje eu não me sinto mais aquela garota estranha e deslocada. Mas, ainda assim... maldito parque de diversões e a obsessão pelo próximo brinquedo. Outro dia mesmo, quase gastei meu salário inteiro comprando uma bolsa Prada. Por sorte, o banco bloqueou meu cartão de crédito, sob a alegação de que eu estava realizando uma compra fora do meu perfil. Sábio banco. Mal sabia ele das indagações que aquele procedimento padrão iria despertar em mim.

É inegável que isso tudo está ligado a uma certa tendência autodestrutiva. Não me leve a mal. Assim como você e o Will Smith, eu também estou à procura da felicidade. Mas tem dias que esse complexo do parque de diversões ataca com força. E em vez de aproveitar o meu brinquedo, eu me vejo olhando para os lados, inquieta, buscando sei lá o quê.

Quando eu odiava meu trabalho e saía todas as noites, eu reclamava que as coisas não estavam acontecendo para mim. Quando as coisas finalmente aconteceram para mim e eu me enchi de trabalho, comecei a reclamar que não tinha mais tempo de sair e conhecer caras interessantes. Quando conhecia caras interessantes e eles não queriam nada sério comigo, eu reclamava que ninguém queria nada sério comigo e que eu iria ficar sozinha pra sempre. Quando eu conheci um cara interessante que quis algo sério comigo, eu comecei a reclamar que não sobrava mais tempo pra ficar sozinha.

Por que raios isso acontece? Por que nunca estamos plenamente satisfeitos com o que temos? A inquietude é saudável até certo ponto, afinal, ter objetivos e vontades é o que nos move. Mas o que fazer quando estamos constantemente nos questionando se o que temos é realmente o melhor que podemos ter? E por que aquilo que não temos só parece melhor até o momento em que passamos a tê-lo? Como aquela bolsa Prada que eu nunca comprei. Será que na minha casa, dentro do meu guarda-roupa modesto, que não é um closet gigante dos sonhos, aquela bolsa seria tão linda, vermelha e brilhante? Provavelmente sim. A quem estou enganando, eu quero aquela bolsa agora.

Outro dia, entrei em algum tipo de crise temporária, mais conhecida como “modo autossabotagem on”, e dispensei meu namorado, um cara legal de quem eu realmente gosto, para ir a uma festa à la solteira com os amigos. Só que os amigos também acabaram conhecendo caras legais. E eu fiquei sozinha.

A ironia da coisa é que eu passei anos – eu disse anos – reclamando incessantemente sobre como eu queria encontrar alguém. Não que eu tenha problemas em lidar com a minha própria companhia, muito pelo contrário. Tem noites em que tudo o que eu quero é ficar sozinha em casa, vendo filme e bebendo vinho. Mas a perspectiva da solidão eterna me assusta. E quando eu finalmente encontro alguém legal que realmente gosta de mim, eu me apavoro e me coloco numa situação patética de solidão.

Lá estava eu, absolutamente sozinha. Por opção, mas uma opção mal feita, pelos motivos errados. Eu escolhi o outro brinquedo no parque de diversões e tratei meu namorado como uma bolsa Prada esquecida no armário.

Mas eu ainda estou aprendendo. Com sorte, vou saber apreciar uma boa volta na Roda-Gigante – apesar de achar a Roda-Gigante um brinquedo bobo e sem propósito, além de ter medo de altura. Com o tempo, a gente acaba conhecendo bem o parque que tem em volta e aprende quais são os brinquedos que valem a entrada. Sábios são meu banco e minha mãe, que enxergam muito além daquilo que eu mesma sei sobre mim."

(Texto escrito para a revista LOLA, publicado na edição de nov/12)
Encontrei lá no Adorável Psicose

Inspiração: Unhas zigue-zague

Vi essa imagem pela internet e achei uma inspiração interessante pra nail art. Bem fácil de fazer. Quer saber como? Tem o passo a passo em fotos aqui . ;)

1. Com uma tesoura recorte o zigue-zague em um papel ou plástico (não identifiquei, mas pode ser uma fita crepe por exemplo) de forma que seja maior que o tamanho da unha.
2. Coloque sobre a unha, na posição desejada.
3. Pinte com o esmalte escolhido, com cuidado pra não mover a fita colada.
4. Após secar, retire a fita e cubra com base.

Fácil né? Dá pra fazer uma infinidade de modelos diferentes, misturando esmaltes e texturas. è só experimentar!

Mão na massa: Maxi colar de botões

Passeando pelo Pinterest, encontrei esse DIY lindo e super facil, claroooo que pensei logo em dividir com vocês. Tá aí, a foto é bem auto-explicativa:
Via: http://www.diy-craft.com
Espero que tenham gostado!

Beijos, bom domingo!

Look Inspiração: Plus Size

Oi meninas! O look de hoje é super simples, mas tem um charme todo especial. Todo mundo passou pela febre da renda, e deve ter uma peça no armário, provavelmente um vestido, aproveitando que a renda continua em alta (e ela já saiu de moda?), trouxe pra vocês esse look da Ju Romano.
Acho a Jú bárbara, ela sempre ousa nos looks e mostra que gordinha pode sim se vestir bem e estar sempre na moda, é só questão de saber usar as tendências. Ela tem uma coluna na revista Gloss, e um blog, o Entre Topetes e Vinis, vale a pena dar uma olhadinha.
Prova de que ela sabe usa e ousar muito bem é este vestido do look, gordinha pode usar total white? Pode sim! É só caprichar nos detalhes e não esquecer da cintura!
Deu pre se inspirar? Se joga no branco com dourado gata!
Beijos, e até o próximo post!

Playlist: The Lumineers

Que tal aproveitar o feriado para conhecer uma banda nova? Eu sou apaixonada por música, e o papo de ser eclética não é lorota não. Adoro conhecer novas bandas e/ou cantores(as) e estilos musicas diferentes dos que já estou acostumada. Minha última descoberta foram os The Lumineers. Alguns já devem conhecer, mas eu ainda não, adorei o som deles. Não foge muito do que gosto, tem uma pegada  folk rock, que quem me conhece, sabe que eu amo! ^^  
The Lumineers é uma banda, de estilo irreverente e cativante, originária de Ramsey, Nova Jérsei, mas atualmente baseia-se em Denver, Colorado. Já tem um bom tempo de estrada, mas lançaram o seu primeiro CD em 2012, auto-intitulado The Lumineers. Eles autodenominado o seu estilo como “Heart-On-The-Sleeve” (Coração na Manga), e tem essa pegada folk que já disse anteriormente. O disco listou-se entre os dez mais vendidos nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. As composições presentes no álbum são uma coletânea de 3 anos de composições. Vamos conferir algumas?

Site oficial da banda. E aí, gostaram? Bom feriado!!

Beijos, até mais!

Projeto 365 Posters

Oi belezuras, desculpem o sumiço constante, tenho andado bem ocupada com um projeto pessoal, correndo pra cima e para baixo para faze-lo dar certo, se der, conto a vocês do que se trata, torçam e  orem por mim!
Bom, lembram de um post que fiz sobre posters na decoração (esse aqui)? Pois é, lá eu falei um pouco sobre como usar posters na decoração e que eu estava procurando pela net, alguns sites que disponibilizassem posters legais para download grátis. Foi ai que eu encontrei o tumblr (como se pronuncia isso??) do Pedro Luis, designer, que teve a brilhante ideia de fazer e disponibilizar para a galera baixar e ser feliz, um poster por dia durante um ano, por tanto, 365 Posters. Estão vendo como ainda existem pessoas lindas no mundo?!! *---*
Selecionei alguns para mostrar para vocês aqui, mas lá no tumblr você encontra todos o 365.

Esses 3 últimos são os meus favoritos. *----* Visitem o tumblr 365 Posters, escolham os seus favoritos também, depois é só baixar, imprimir, emoldurar (ou não) e pendurar. Faça uma parede feliz! (rsrs)

Beijos, até mais!

Entre aspas: Os planos que a gente faz (e desfaz)

desabafo
"Amar dói. Cada partezinha do corpo. Como se existisse mais de um coração batendo ali dentro. É uma febre. Uma febre que queima de dentro para fora. Um jeito que o organismo encontrou para avisar sobre a existência de um invasor desconhecido. ”Ei, tem alguém querendo ocupar o espaço da sua felicidade. Não, espera, parece que ele só quer protegê-la. Multiplicá-la. Acaricia-la quando tudo aí fora estiver desmoronando.” Isso, meus caros, é amor.

É um milagre, mas só isso não basta. Nunca bastou. Até onde eu sei, dizer palavras bonitas e ganhar cafuné antes de dormir não é nenhum tipo de desafio. E amar é o maior desafio que nós enfrentamos enquanto humanos, nesse mundo. É complexo. Porque trabalhar oito horas por dia é cansativo. Estudar cinco dias por semana é um saco. Já para suportar um sentimento nobre e real dentro do peito, não existe hora. Muito menos férias ou feriado. Ele está dentro de você. Do momento em que abre os olhos ao momento em que finalmente consegue vencer a insônia. Alguns dias, também dá as caras nos sonhos. E nos pesadelos.

O amor vem dentro de uma pequena caixa. Vem acompanhado. Com ciúmes, a insegurança e a intimidade. Cada pessoa abre de um jeitinho diferente. Alguns gritam e compartilham com o mundo. Outros jogam o pacote longe e correm o mais rápido que pudem. Os corajosos que se arriscam e vão em frente, precisam de uma espécie de manual para usá-lo da maneira correta. Não é um papel que vem junto ou pode ser encontrado no google. São leis que nascem com a gente. Admiração, respeito e honestidade. Sem ele a caixa não vale para nada. Talvez para alcançar alguma coisa. Para ocupar um espaço vazio. Mas no final das contas, é só uma caixa maciça e sem valor.

O amor não gosta de contratos. Alianças de ouro não servem como moeda de troca. Ele não dá a mínima para cor, idade ou classe social. Se tentar, vai ver que é impossível obrigar alguém a entender e aceitar um sentimento. Também, se despedaçado, não volta jamais a ser como antes. As feridas não cicatrizam, elas param de doer. Mas as marcas ficam lá. Como queimaduras que jamais deixaram de despertar lembranças ruins. Ou se você olhar de um outro jeito, necessárias.

Promessas não garantem um final feliz, pleno e definitivo. Cada pessoa tem seu tempo e o amor não dá a mínima para o ponteiro do relógio. Passam dias, passam meses e os planos? Fazem e se desfazem o tempo todo. Por bem, ou para o bem. Já você, minha querida, continua inteira. Portanto, trate já de fechar essa caixa vazia e guardar pertinho das outras. A felicidade logo se acostuma com o espaço que sempre teve."

Texto publicado originalmente no blog Depois dos quinze, da Bruna Vieira.